Após intercâmbio profissional na China, coordenadora técnica da Sanvale aponta gargalos no tratamento de água e efluentes do Vale

em em Gestão Ambiental

Entre os dias 26/08 e 02/09, a bióloga e coordenadora técnica da Sanvale Gestão Ambiental, Silvia Mariana Barbosa, participou de um evento científico da Tongji University, em Xangai, China. Na ocasião, ela apresentou estratégias de saneamento básico em municípios pernambucanos, conheceu iniciativas de todo o mundo e visitou a Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) no distrito de Pudong, considerada a maior da Ásia e terceira maior do mundo.

Segundo a especialista, a abrangência da coleta e do tratamento de esgoto realizado no sudeste chinês é superior ao de muitas cidades brasileiras. “Cerca de 90% de todo esgoto gerado é coletado, tratado e descarregado no corpo hídrico em conformidade com a legislação nacional, e por muitas vezes reutilizado para fins não nobres. O lodo proveniente do processo, é tratado por via anaeróbia, e parte do gás gerado é envazado e utilizado como combustível em processos de pequena escala”, relata.

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Ela observou, porém, que o Vale tem um local de destaque na eficiência de suas estações entre os exemplos brasileiros. No último levantamento do Instituto Trata Brasil, foi identificado que o município de Petrolina coleta e trata cerca de 71% de seus esgotos, considerando as zonas urbana e rural. 

“Nas regiões rurais, ainda são utilizadas estações de tratamento baseadas em sistemas naturais, tais como as lagoas de estabilização, por conta do menor custo associado e da disponibilidade de área existente. Na zona urbana, as ETEs são mais robustas, baseadas em tratamento anaeróbio e sistemas de lodo ativados”, compara Silvia. A cobertura no setor privado, no entanto, é deficitária. De acordo com a especialista, é preciso maior conscientização entre fazendas e indústrias, pois o tratamento dos esgotos é uma responsabilidade que cabe, exclusivamente, à pessoa jurídica.  

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“Temos quase as mesmas obrigatoriedades em termos de tratamento e descarte de efluentes no setor corporativo que na China; porém, lá, temos maior eficiência nesse tratamento. Creio que falta às empresas do Vale maior compreensão de que estamos lidando com a deterioração dos nossos recursos hídricos locais. Falta, também, maior investimento público na fiscalização desses negócios. Projetos para recuperação de bacias são muito caros. Vemos que é mais eficiente atuar na fiscalização de fontes poluidoras e, mesmo assim, não é algo que vemos ser priorizado”, aponta.

De acordo com o diretor da Sanvale Gestão Ambiental, Rogério Ribeiro, apoiar a capacitação de seu corpo técnico é apostar na contínua melhoria de seus produtos e serviços. “Hoje atendemos aos nossos clientes dentro da filosofia da economia circular, que busca otimizar os processos dentro das unidades fabris, focando na gestão de energia, resíduos água e efluentes. É uma enorme satisfação ter, em nossa equipe, pessoas atualizadas, por dentro das mais novas tecnologias no segmento”, declara.

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Consolidada na região há mais de 20 anos e preocupada com o meio ambiente, a Sanvale atua com consultoria técnica no tratamento de água, efluentes e lodo; projetos e  reestruturação de Estações de Tratamento de água e efluentes; treinamento em start-up e operação; inspeção de rede coletora e confecção de laudos técnicos de qualidade de água e efluentes.

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Visitante Sexta, 21 Setembro 2018
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